terça-feira, 22 de março de 2011

Case vencedor do 12º prêmio de mídia do Estadão - Categoria Case de Mídia Digital


Um dos cases de maior sucesso em planejamento de mídia no Brasil. Cada dia que passa, eu me apaixono ainda mais por nossa área. A maneira como estratégias precisas, conteúdo inovador e simbiose de comunicação conseguem mobilizar redes e rizomas de interação independente da interface de formato.

Assistam o vídeo, e tenham mais clareza do que estou falando.

Facebook: a nova empresa de mídia

Um grande e poderoso player acaba de entrar no mercado de distribuição de filmes. A Warner Bros. Entertainment anunciou nesta terça-feira, 8, que iniciará a distribuição de filmes tanto para venda quanto para aluguel por meio do Facebook. E estreia com “Batman – O Cavaleiro das Trevas” (“The Dark Knight”, no original). “Inicialmente, os filmes estarão disponíveis para aluguel por 3 dólares ou por 30 créditos do Facebook. Posteriormente, outros filmes da Warner serão colocados comercialmente para aluguel e compra.

O Facebook já é o serviço de vídeo que cresce mais rapidamente, com a expansão da oferta de filmes e, certamente, poderá acelerar ainda mais essa oferta com seriados de TV. Em janeiro, conforme a comScore, o Facebook foi o sexto maior provedor de vídeo, à frente de players como Microsoft, Turner e Hulu. Ao contrário do Hulu ou do YouTube, o Facebook, graças à Zynga, já tem um robusto comércio de créditos que suporta as transações feitas pelas pessoas que compram itens virtuais para games como FarmVille e Mafia Wars, por exemplo.

O Hulu e o iTunes, da Apple, detêm a maior parte do conteúdo e têm trabalhado para adicionar funcionalidades (das redes) sociais aos seus próprios serviços. Por quê? Porque enquanto os serviços de busca são úteis, a TV e os filmes são experiências sociais e essas empresas acreditam que as conexões sociais poderão servir como uma alavanca para a descoberta de conteúdo. As pessoas querem saber o que seus amigos (ou comunidades) assistem e o Facebook pode ser a rede mais bem posicionada para facilitar esse acesso.

A grande questão é saber o quanto o YouTube está perto de entrar no negócio de venda e aluguel de filmes e seriados de TV. Por enquanto, YouTube tem um catálogo limitado de filmes para alugar, como “Cães de Aluguel”, de Quentin Tarantino (“Reservoir Dogs”, no original), por US$ 1,99, por meio de streaming de vídeo com anúncios, ou “O Jovem Mestre do Kung Fu”, de Jackie Chan (“The Young Master”, no original). A estratégia do YouTube parece óbvia: não pagar as taxas de Hollywood pelo conteúdo. Ao contrário, o YouTube, aparentemente, quer cultivar um novo mercado para vídeos curtos que já existe fora de Hollywood.

“Batman – O Cavaleiro das Trevas” não é novo. É de 2008. E o Facebook, aparentemente, usa os mesmos termos do iTunes, que aluga o filme por US$ 2,99 e vende por US$ 9,99. Mas, o Facebook (e a NetFlix) tem algo que a Apple não tem: está instalado como uma aplicação na maior parte das TVs conectadas.

Há outra similaridade entre Facebook e Apple: ambos ficam com 30% dos créditos das transações. Ainda, se o Facebook conseguir convencer os estúdios a vender seus produtos diretamente nos seus próprios termos, não há razão para que o catálogo da rede social não se expanda rapidamente. As ações da NetFlix abriram em baixa de 3% na Nasdaq nesta manhã de terça-feira, 8, quando o acordo entre a Warner e o Facebook foi anunciado.

Do Advertising Age.

Fonte: MMonline.
O facebook além de mania entre as redes sociais, e uma fonte mobilizadora econômica, que mais uma vez, consegue causar um Buzz entre esse formato no mercado. Acho interessante essa questão de disponibilizar videos, o que pode criar uma certa concorrência com a gigante da Google YOUTUBE. Mas... Algo me diz que em pouco tempo a Facebook, possa passar a fazer parte do grande conglomerado da Google.
onte: Advertising Agd

Foo Fighters e Blackberry - merchandising inteligente.

Foo Fighters, não bastasse ser uma das bandas mais foda do mundo, tem sempre uma carta na manga quando você menos espera. E sem tirar um puto do bolso, alguém sempre arca com o ônus da barulheira.
Entenda:
Imagina que sua casa tem uma garagem.
Ah, ela tem?
Não, mano, eu estou falando de uma garagem estilo família média norte-americana, um dos ícones máximos do famigerado american way of life. Saca?
É disso que eu tô falando!
Agora pensa na supracitada banda do Dave Grohl tocando lá o disco novo, “Wasting Light”, INTEIRO. Maravilha, né?
Pois é isso que o Foo Fighters vai fazer para um felizardo que curte balançar cabeça e ouvir roque dubom, show esse bancado pela Blackberry, em mais um esforço pra ser menos aquela peça de indumentária executiva e mais um acessório pra molecada que vive babando nos iPhones 4 desse mundão.

Válido. Coisa fina. Socar uma banda desse naipe num cubículo é fazer a mágica acontecer. Se eu fosse moleque, gringo e tivesse uma garagem, tentaria com certeza a proeza de abrigar essa brincadeira.

Fonte: Brainstorm 9

Particulamente adoro essas ações de patrocínio e merchandasing inteligente. Além de comunicar eficientemente a sua marca, agrega valor de entretenimento e informação, e olha que isso é apenas a ponta do Iceberg. Muitas ações como essa, beneficiam integralmente a imagem e o valor de uma marca. Pensem nisso! 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Kellogg’s no café da manhã

Kellogs
Dá uma conferida no seu Instagram. Ou no seu Twitter (twitpic, plixy, yfrog, etc). Ou no Flickr. Ou em qualquer outro lugar e você vai ver: as pessoas adoram tirar foto de comida.
E nem é uma modinha recente. As pessoas sempre tiraram fotos de comida. A diferença é que agora existem mil e uma formas de compartilhar isso. Até aí, a pergunta que fica no ar é: pra quê?
Mas e se você tirasse fotos do que você tá comendo para que elas rendessem um prato de comida pra alguma criança carente. E se existisse um tema? E se. “tipo assim”, o tema for justamente a refeição mais importante do dia e também a mais ignorada por gente que tem pressa e prefere dormir uns minutinhos a mais.
Esse é a campanha da Kellogg’s chamada Share your Breakfast. A cada foto que as pessoas colocam no site, a marca faz uma doação. Fora isso, na medida em que as pessoas mandam as imagens e descrevem o que tem ali, o site mapeia o que o norte americano come pela manhã. No site, um infográfico mostra os alimentos que mais foram registrados: frutas, cereais, bacon, café… Mostra ainda, por estado, qual lugar mais gosta de um ou de outro item.
A campanha é interessante não pela criação em si, mas pelo caráter social que uma marca de cereais ganha ao encabeçar uma causa nova. O comercial da campanha é bem bonitão. Foi destaque no Ads of The World:
Fonte: Brainstorm9
Eu fico pensando, quando o Brasil, e principalmente o interior vai acordar e perceber o mega poder de comunicação existente em uma ação de guerrilha?  Uma única ação é capaz de gerar conteúdo, e força de alcance que muitas vezes uma campanha tradicional não consiga acarretar. É a força do viral!!! SENSACIONAL!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Como entender a comunicação?

Durante muito tempo comunicação foi compreendida apenas como um processo. Algo que nos diferenciava dos demais animais, aquilo que nos tornava humanos. A primeira tentativa de compreensão do total poder relacionado a esse processo, acontece ainda na antiguidade clássica, através do pensamento filosófico aristotélico e sua preocupação com a retórica. Naquele tempo, a noção de um discurso bem elaborado, foi entendida como vital para a vida pública, política e formação de uma sociedade reflexiva e diferenciada. Durante a idade média, a Igreja católica embasada nesses princípios reconhece mais uma vez na comunicação o poder incisivo de transformação e alienação social e utiliza dela para propagar a fé cristã e firmar sua hegemonia em todo o planeta.
Foi apenas no final do séc. XIX que através de estudos sociológicos, antropológicos e psicológicos que a comunicação foi entendida como fenomenologia social, surgia então a ciência da comunicação social. 
E por que considerá-la um fenômeno? Pois como toda e qualquer ação humana, interfere e modifica as estruturas sociais, estimula o rompimento da inércia de pensamentos e proporciona interfaces de relacionamento entre o objeto humano. Desde então a comunicação social abre ainda mais o seu leque empírico, quando se formata em 3 segmentos básicos de atuação: A Publicidade e Propaganda, o Jornalismo e as Relações Públicas.
Objetivos diferentes, objetos comuns. Nunca estiveram tão interligadas quanto nos últimos tempos. 
O desafio moderno é conceber um conceito único de comunicação, o entendimento de que não basta comunicar, devemos saber a quem comunicar, como fazer, e perceber que o consumidor adquiriu tanto conhecimento sobre a área, que não é aquela massa inerte e vazia como pregavam os téoricos da Escola crítica Frankfurtiana, e sim um público em total e constante transformação, que modifica seus gostos e identificações constantemente, e busca acima de tudo a obtenção do prazer e realização máxima pessoal de uma sociedade hedonística. 
Comunicar deve ser visto como uma experiência, como um investimento de relacionamento de longo prazo, afinal, não se constroem marcas da noite para o dia.

Alex do Nascimento
Atendimento e Planejamento Z. Comunic

quarta-feira, 16 de março de 2011

Adidas estreia a maior campanha da história da marca: “all adidas”


A Adidas lançou hoje o que chama de sua “maior campanha de marketing”. A iniciativa global reúne, pela primeira vez, todas as linhas da marca em uma só comunicação.
Assinando com “all adidas”, as peças querem mostrar a presença da Adidas em diferentes esportes e estilos de vida, aproveitando famosos como Lionel Messi, David Beckham, Kate Perry, entre outros.
O primeiro filme da campanha foi dirigido pelo francês Romain Gavras, do polêmico clipe da M.I.A “Born Free”. O comercial de dois minutos tem belas imagens acompanhadas pela música “Civilization” do Justice, mas cai na mesma fórmula da edição frenética que pouco diz ao espectador.
Adidas
O manifesto de pessoas de todo tipo que usam Adidas se desdobra em filmes menores – com cada uma das celebridades presentes – também publicado no Facebook e no YouTube.
O investimento em mídia é gigante, e vai ser impossível passar as próximas semanas sem ser impactado pela campanha. Mas fica nisso, se destaca mais pelo tamanho do que pela ideia, ao menos por enquanto.
“all adidas” chega ao mesmo tempo no Brasil, criada pela Sid Lee de Montreal e adaptada no brasil pela LewLara/TBWA e ID/TBWA.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Bombril se reposiciona no mercado para as mulheres

Em sua nova fase de comunicação, empresa derruba o garoto propaganda Carlos Moreno, escala três mulheres comediantes e investe R$ 40 milhões

Na próxima segunda-feira, 14, a Bombril estreia uma campanha institucional que vai marcar uma nova fase para a marca. Pela primeira vez, após 33 anos, Carlos Moreno não será o garoto propaganda. No lugar dele, Marisa Orth, Monica Iozzi e Dani Calabresa estrelam a campanha “Mulheres Evoluídas”, criada pela DPZ.
O principal objetivo da campanha é mostrar os outros produtos do portfólio da Bombril, que não se limita apenas a esponja de aço. “Por isso não usamos o Carlinhos Moreno, ele tem uma ligação muito forte com a esponja”, explica Marcos Scaldelai, diretor de marketing da Bombril. Além disso, o foco é atingir a atenção das jovens mulheres.

Essa campanha é um dos maiores investimentos publicitários da marca Bombril - são R$ 40 milhões para mostrar a empresa como solução completa de limpeza. A DPZ desenvolveu seis filmes diferentes, sendo dois com cada uma das humoristas, onde elas mostram a evolução das mulheres em relação ao homem de forma bem humorada.

Os filmes usam frases fortes como “homem é bom, mas é tosco” e “homem tem no máximo cinco utilidades, a Bombril tem mais de 1001”. “É como se fosse a guerra dos sexos. Mostramos que os produtos da marca evoluíram com as mulheres. Retratamos esse momento da mulher autoafirmativa, que sabe que tem poder e que manda em casa”, conta Fernando Rodrigues, vice-presidente de criação da DPZ.

A criação é de Fernando Rodrigues, Rafael Urenha e Ronaldo Ferreira, com direção de Francesc Petit, Fernando Rodrigues, Diego Zaragoza e Rafael Urenha. A produção é da O2 Filmes, com direção de cena de Kitty Bertazzi e trilha da Satélite Áudio.

OnlineOs filmes serão veiculados em TV aberta e fechada, mas a campanha conta também com anúncios para mídia impressa e uma forte atuação na mídia online. A Repense desenvolveu todo o material da campanha digital, que ao invés de apenas replicar o que irá para a TV, elaborou uma grande plataforma com produtos, dicas, vídeos e outras possibilidades de interação para as mulheres.

“A AME – Associação das Mulheres Evoluídas – terá uma ferramenta para as mulheres saberem como ‘adestrar seus homens’, outra é a possibilidade de interação com um vídeo ‘O homem como deveria ser’, onde a consumidora personaliza um filme em que o homem lava louça, e faz outras tarefas domésticas com a foto do namorado ou marido”, detalha José Luiz Vaz, diretor de criação digital. Contando com a interação das internautas, a campanha online ficará por um ano no ar e terá outras plataformas sendo lançadas.

Um bom case de reposicionamento focado a um target cada vez mais individualista e com poder de expressão de compra e social. Nada mais justo do que uma mudança no perfil da marca e de seus elementos divulgadores.